“Quem era eu?
Confesso que hoje em dia não sei mais responder. Admito que já fui mais doce, já fui mais amável. Já amei mais, me entreguei de verdade. E hoje em dia tudo parece tão mudado. Meu sorriso já não é mais o mesmo, até minha fala mudou. Épocas já fui mais feliz, e em épocas já chorei menos. Acho que não me reconheço mais. Admito já ter me achado mais bonita, mais saudavél. Mais cheia de vida, realmente outra pessoa. Tudo parece tão superficial. Não sei se posso dizer que me perdi no caminho ou se me confundi em minhas escolhas, tudo está tão confuso. Sinto falta de algumas partes de mim que sinto terem ficado pra trás, do alguém que já fui um dia e sei que não volta mais. É estranho explicar, eu sei, mas é como ter a sensação de não saber o que fazer, por onde começar, e sentir-se como uma estranha habitando em seu próprio corpo. E preciso dizer que isso tudo não é nada fácil. Olho pros lados e não vejo saída, me sinto abalada, solitária algumas vezes. Completamente perdida. Aliás, “perdida” seria a palavra. Fora de eixo, fora do foco. Sem rumo, sem direção. Só queria que essa agonia toda tivesse um fim, uma luz no fim do túnel. Um alguém que me estendesse a mão, algo pra me trazer a vida de novo. Uma mudança. Não só de personalidade, mas também de lugar. Uma nova cidade, bem longe de tudo e de todos, longe de tudo que me prenda o riso. Onde a má fé não faz morada e o medo não me assuste e nem me aprisione mais. Me cercando sempre de boas intenções. Uma nova história. Novos ares, novos lugares, nova rotina, novos amores, novos sabores. Tudo novo, de novo. Um verdadeiro recomeço. Um novo eu.”
Confesso que hoje em dia não sei mais responder. Admito que já fui mais doce, já fui mais amável. Já amei mais, me entreguei de verdade. E hoje em dia tudo parece tão mudado. Meu sorriso já não é mais o mesmo, até minha fala mudou. Épocas já fui mais feliz, e em épocas já chorei menos. Acho que não me reconheço mais. Admito já ter me achado mais bonita, mais saudavél. Mais cheia de vida, realmente outra pessoa. Tudo parece tão superficial. Não sei se posso dizer que me perdi no caminho ou se me confundi em minhas escolhas, tudo está tão confuso. Sinto falta de algumas partes de mim que sinto terem ficado pra trás, do alguém que já fui um dia e sei que não volta mais. É estranho explicar, eu sei, mas é como ter a sensação de não saber o que fazer, por onde começar, e sentir-se como uma estranha habitando em seu próprio corpo. E preciso dizer que isso tudo não é nada fácil. Olho pros lados e não vejo saída, me sinto abalada, solitária algumas vezes. Completamente perdida. Aliás, “perdida” seria a palavra. Fora de eixo, fora do foco. Sem rumo, sem direção. Só queria que essa agonia toda tivesse um fim, uma luz no fim do túnel. Um alguém que me estendesse a mão, algo pra me trazer a vida de novo. Uma mudança. Não só de personalidade, mas também de lugar. Uma nova cidade, bem longe de tudo e de todos, longe de tudo que me prenda o riso. Onde a má fé não faz morada e o medo não me assuste e nem me aprisione mais. Me cercando sempre de boas intenções. Uma nova história. Novos ares, novos lugares, nova rotina, novos amores, novos sabores. Tudo novo, de novo. Um verdadeiro recomeço. Um novo eu.”
“Perder-se: erro que se comete em relação a uma estrada a seguir, tomando um itinerário errado.” É, talvez seja isso. Larissa, e-sporadica